Em 2025, A cultura e a arte de resistência à ditadura militar brasileira é:
a terceira etapa da Curricularização da Extensão, integrando ensino–pesquisa–extensão com impacto mensurável;
a terceira etapa do Projeto Integrador (PI) do curso de Letras, mobilizando competências de leitura literária, curadoria, escrita acadêmica, criação e mediação cultural.
Foco tecnológico: Desenvolvimento Educacional e Social
Área do conhecimento: Letras (Linguística, Letras e Artes)
Área temática: Cultura | Tema transversal: Artes Integradas
Pré-seleção: 03/04/2025 | Seleção: 24/04/2025 | Pontuação: 133,25 | Divulgação: 07/05/2025
Público-alvo de apresentações: ~800 pessoas (duas sessões: comunidade interna e externa)
Eixo 2025: A cultura e a arte de resistência à ditadura militar brasileira
Justificativa detalhada
Memória para a democracia: o período 1964–1985 reuniu censura, perseguição e silenciamento de dissidências; compreender como a arte resistiu é chave para reconhecer a importância das liberdades no presente.
Atualidade: em contextos de polarização e desinformação, evidências históricas e obras de resistência ajudam a qualificar o debate público e a prevenir a repetição de erros.
Formação crítica: ler, ouvir e encenar obras do período desenvolve letramento histórico, sensibilidade ética e capacidade de argumentar com fontes.
Serviço social: as ações formativas em escolas públicas levam repertório, métodos de leitura e propostas criativas a jovens que, muitas vezes, não dispõem desse acesso.
Não é pretexto para polêmica;
Não é enquadramento partidário.
É educação histórica com base em fontes e obras artísticas, apresentadas com respeito, rigor e mediação didática.
Título da cena pública: A cultura e a arte de resistência à ditadura militar brasileira
Organização dramatúrgica — cada parte vem acompanhada de materiais didáticos que serão publicados neste site (sinopses, glossários, trilhas de escuta/leitura e bibliografia comentada).
Prólogo — “A liberdade que permite o absurdo” introduz a contradição contemporânea: usar a liberdade para advogar o seu fim. Mediação: conceitos de liberdade de expressão, democracia e memória.
Ato I — “Classificar, Moldar, Ordenar” mostra como o autoritarismo infiltra-se no cotidiano (família, escola, costumes). Mediação: microviolências, conformismo social, linguagem e poder.
Ato II — “Podar, Calar, Expurgar” institucionalização da repressão (atos institucionais, perseguições). Mediação: censura, listas negras, “inimigos internos”, impactos sobre artistas, estudantes e grupos minorizados.
Ato III — “Obrigar, Torturar, Matar” núcleo de maior densidade: torturas, desaparecimentos e medo (especialmente após o AI-5). Mediação: estudo de casos (como Zuzu Angel e Stuart Angel), memória das vítimas e responsabilidade do Estado.
Epílogo — “Amanhã há de ser outro dia” redemocratização e esperança, sem ingenuidade: a democracia exige vigilância ativa. Mediação: o papel da arte como memória viva e instrumento de resistência contínua.
Diversidade de fontes e linguagens (literatura, canção, teatro, dança, artes visuais).
Representatividade de vozes silenciadas e de múltiplas regiões do país.
Rigor documental: referências explícitas, notas de mediação e materiais de apoio neste site.
Pesquisa e dossiês temáticos: levantamento de obras, artistas, documentos, marcos legais e acontecimentos-chave; produção de resumos críticos e linhas do tempo.
Curadoria e adaptação: escolha fundamentada de textos, canções, cenas e imagens; transposição para a cena com atenção ética e histórica.
Criação artística: escrita de cenas, leituras encenadas, arranjos vocais/instrumentais, dramaturgias de movimento, cenografia e figurino.
Mediação em escolas (50 min): sequências didáticas com leitura, escuta e pequenas criações; elaboração de cadernos de atividades para professores.
Comunicação e documentação: registros audiovisuais, bastidores, making of, entrevistas, montagem de catálogo digital do Memorial.
Produção acadêmica: resenhas, relatos de experiência, ensaios e artigos a serem compartilhados aqui e em eventos acadêmicos.
Sessões públicas do espetáculo (duas apresentações para ~800 pessoas ao todo).
Cadernos de mediação e materiais para professores (download neste site).
Memorial das Artes de Resistência (exposição no dia do sarau, com catálogo online).
Repositório aberto com textos, vídeos e áudios produzidos pelos estudantes.
Prestação de contas: indicadores, relatos e relatórios publicados neste site.
Maio: seleção de estudantes participantes; início dos estudos e da concepção.
Junho–Agosto: curadoria, redação do roteiro e ensaios-base; publicação contínua de materiais no site.
Agosto–Dezembro: ampliação do site do projeto (portfólio vivo) e das ações formativas em escolas públicas.
Novembro: montagem do Memorial das Artes de Resistência (com catálogo digital).
Dezembro: apresentações públicas (duas sessões), mediações e avaliação.
Observação terminológica: neste projeto usamos “ações formativas” em lugar de “oficinas”, para sublinhar o propósito pedagógico e a estrutura didática das atividades (objetivos, conteúdos, procedimentos, avaliação).